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Metodologia
do Devir
andré monteiro

só o impossível acontece
o possível apenas se repete
( Chacal )
Desde que iniciei minha prática pedagógica no magistério superior, tenho
observado que os professores, em geral, refletem muito pouco acerca do
que seja viver o que se chama “produzir pesquisa” e “dar aula”.
Refiro-me a uma reflexão modal: o como dar aula e o como
produzir pesquisa. Tradicionalmente, o pensamento cotidiano dos
ambientes acadêmicos se volta, quase que de forma exclusiva, para os
chamados “conteúdos de pesquisa/conteúdos disciplinares”. Desse modo, a
sala de aula e os laboratórios de pesquisa passam a ser apenas um
instrumento para se cumprir uma qualquer idéia de saber, nesse caso
compreendido como um signo abstrato e autônomo que está para além da
presença do corpo vivo e coletivo que respira e faz respirar a ecologia
dos ambientes universitários. Trata-se de uma teleologia que parece nos
impulsionar a indagar “o que é determinado saber disciplinar?”, ou
ainda, “o que devo saber de determinado saber disciplinar?”, em
detrimento de questões como: “de que modo estou me afetando por esse
suposto saber?”, “de que modo, aqui e agora, minha vida tem a ver com
isso que considero uma pesquisa com o saber?”
Tal
teleologia não ocorre acidentalmente, mas ocidentalmente. Ela remonta
uma série de fantasmas da cultura ocidental que ecoam no nosso
cotidiano, entre os quais, de modo breve, destaco: o pensamento
socrático-platônico que busca a verdade antropocêntrica no mundo das
idéias, em detrimento das experiências sensíveis, consideradas cópias da
verdade; a moderna noção cartesiana de consciência, que rearticula o
dualismo clássico na esfera do individualismo (a noção do Eu pleno como
uma dimensão ideal); grande parte da cultura cristã que, em consonância
com a raiz dualista do pensamento metafísico grego, sacrifica o corpo
para salvar a alma e, finalmente, o utilitarismo capitalista que, em
nome de uma suposta eficácia dos fins, condena o corpo (seja esse corpo
considerado braçal, e/ou intelectual) a servir um determinado ideal
(qualitativo ou quantitativo) de produção. Mesmo depois de toda crítica
que parte do pensamento moderno desviante produziu em relação ao
dualismo tradicional no ocidente, ele ainda domina as práticas de
conhecimento nas nossas instituições contemporâneas, ainda que essas
práticas sejam teoricamente questionadas.
Estar em um ambiente de pesquisa, ou em uma sala de aula – tal como
estar em contato com um livro – é estar dentro de um discurso cujo
texto, antes de querer dizer sobre algo, diz, encena,
reivindica algo de sua própria existência. Pesquisar um texto
(seja ele verbal ou não verbal) é também tecê-lo, retecê-lo, enfim,
reescrevê-lo em uma deriva plural e viva que não cessa. Entendo texto,
aqui, não como algo fixo e acabado, que se pode fechar em um suporte,
mas, tal como desejou dizer Roland Barthes, como um processo infinito
que não é passível de se conter em uma obra:
...o Texto não pode
parar (por exemplo, numa prateleira de biblioteca); o seu movimento
constitutivo é a travessia (ele pode especialmente atravessar a
obra, várias obras).(...)
O texto é plural. Isso não significa apenas que tem vários
sentidos, mas que realiza o próprio plural do sentido: um plural
irredutível (e não apenas aceitável). O texto não é coexistência de
sentidos, mas passagem, travessia, não pode, pois, depender de uma
interpretação, ainda que liberal, mas de uma explosão, de uma
disseminação... (BARTHES, 1984, p.73-74).
O
texto de uma pesquisa não é um objeto, mas um modo de atravessar um
discurso, um modo cujo princípio constitui um movimento em prol da
descentralização. Quanto mais descentralizadas forem as relações
estabelecidas em um determinado ambiente discursivo, mais textual
(ou seja, mais plural) será a ecologia desse ambiente. Os ambientes de
pesquisa e ensino de nossa cultura – na medida em que são processados
teleologicamente – tendem a conter as forças textuais que os
atravessam para organizar – em nome de um ideal de acabamento - a obra
professoral de um saber sobre o saber e não com o saber.
O
signo mais centralizador da estética tradicional de tal obra talvez seja
a figuração institucional do “professor-doutor-pesquisador-orientador”.
Antes de ser uma possibilidade de vida, ser (assumir) tal papel
significa – não necessariamente, mas em princípio – estar segmentado em
uma função sintática muito clara dentro da hierarquia da linguagem
acadêmica. Assim como na gramática das línguas ocidentais, o sujeito
representa o valor nuclear da estrutura clássica
“sujeito-verbo-predicado”, a máscara do
“professor-doutor-pesquisador-orientador”, na oração canônica do mundo
acadêmico, representa o papel de sujeito do verbo saber. Sujeito
compreendido como aquele que ilumina o objeto do saber e/ou discursa
sobre o saber. O “aluno-orientando”, por sua vez, passa a ser um signo
reduzido a uma sujeição da oração principal do signo professoral. Dentro
da lógica teleológica na qual estamos mergulhados, sempre parece haver
um professor (seja ele de papel, de carne e osso, ou em modo
fantasmático) que autoriza o fim do discurso (seu ser, sua verdade, sua
utilidade, sua pré-determinação). Senhor “professor-pastor” que, tendo
contato com o poder de uma suposta transparência de enunciado tem o
poder de enunciá-lo, de iluminá-lo para preencher a ignorância (o vazio)
que comporta a suposta escuridão do alunado. Mas, se do ponto de vista
sintático, essa estereotipia do “professor-pesquisador” é o sujeito do
saber, do ponto de vista existencial ela é tão reduzida a uma sujeição
quanto o estereótipo do aluno, pois sua autoridade, em princípio, não é
conquistada, mas imposta pela gramática tradicional da vida acadêmica.
Pela regra, a entidade “professor-pesquisador” deve mais ao deus-saber
do que o “aluno-orientando”. Escravos de uma autoridade exterior (a
abstração que nega a presença do corpo), a relação estereotipada entre
professor e aluno se constrói em nome do cumprimento de um dever (o
programa/cronograma disciplinar a ser pesquisado/ensinado) e se fecha em
uma linguagem que não é outra senão a do realismo.
Chamo de realismo, não a estética específica do século XIX, mas um tipo
de discurso vencedor na história dos discursos do ocidente. De modo
breve, podemos afirmar que o realismo se caracteriza por promover uma
relação fechada e totalizante entre o signo e a “realidade” que se quer
representar. Exemplos podem ser encontrados na tradição dos discursos
ocidentais marcados por um conceito de mimesis como
representação: narrativas lineares cuja coesão (o princípio, meio e fim
da “unidade mítica” aristotélica) é fundamental à verossimilhança que se
quer empreender. A verossimilhança, como descreveu Aristóteles em sua
Poética, não constitui uma semelhança com uma verdade ocorrida, mas,
antes, está baseada em uma possibilidade imaginária e plausível de
verdade (ARISTÓLES, 1987, p.209). O efeito de verdade produzido por um
discurso verossímil nada mais é do que um consenso a respeito do que se
deseja como verdade. Diante de uma representação verossímil, o leitor, o
espectador e/ou o ouvinte tendem a permanecer alienados da composição
discursiva, já que podem passar a confundir o signo que deseja
representar algo com o referente “real” supostamente representado. Tal
verossimilhança não se reduz, na história ocidental, aos discursos da
arte, em um sentido estrito, mas é o motor fundamental das retóricas do
saber. No direito, na medicina, no jornalismo, na história, nas
ciências, a verossimilhança reina como o discurso que se insere na ordem
cômoda do possível e do provável consenso.
Do
mesmo modo que, inserido em uma lógica de representação simbólica, um
espectador típico de telenovela – ou do cinema americano dominante –
pode confundir sua identidade com o rosto sentimental de um personagem
construído pela ficção, um bom aluno - de literatura, geologia ou
matemática – pode confundir um discurso sobre o saber (vale dizer, um
método de saber), com a totalidade desse saber. Isso porque o método
tradicional (aquele postulado como um mero instrumento para um fim a se
saber) nos promete, de modo messiânico, uma essência de totalidade, na
medida em que sua estética, tal como desenhou Barthes retomando Deleuze,
traduz-se em:
1)
Encaminhamento para um objetivo, protocolo de operações para obter um
resultado; por exemplo: método para decifrar, para explicar, para
descrever exaustivamente.
2)
Idéia de
caminho reto (que quer chegar a um objetivo). Ou, paradoxalmente, o
caminho reto designa os lugares aonde de fato o sujeito não quer ir: ele
fetichiza o objeto como lugar e, assim, afastando os outros lugares, o
método se põe a serviço de uma generalidade, de uma “moralidade”. (...)
O sujeito, por exemplo, abdica o que ele não conhece dele mesmo, seu
irredutível, sua força (sem falar de seu inconsciente). (BARTHES,
2003, p.6)
Barthes nos mostra claramente que se
a linha reta do método tradicional nos leva a uma ilusão (através dela
nos desviamos de nós mesmos, das possibilidades impensadas da nossa
força), ele (método) constitui, não um meio para se chegar à “verdade
científica”, mas um discurso que disfarça o movimento (vale dizer, a
perspectiva) que o produz para se apresentar como algo neutro, autônomo
e inquestionável. Se, como queria Mallarmé, o método é uma ficção
(linguagem refletindo sobre linguagem), tal ficção, quando submetida a
uma falta de sensibilidade estética, passa a ser sinônimo de uma
realidade sem linguagem, ou seja, de uma ilusão de realidade a ser
cumprida (o efeito da verossimilhança).
Somente uma educação dos sentidos e das percepções é capaz de nos levar
a perceber a estética dos discursos, não somente a estética dos livros
de arte e literatura, mas também a dos ambientes em que
vivemos/convivemos (salas de aula, casas, ruas, bares, etc.). Estética,
lembremo-nos, não é necessariamente uma teoria do belo, mas uma ecologia
das sensações e dos discursos que as atravessam. Quanto mais cuidada for
a estética de um ambiente acadêmico, menos moralista ele será. Se a
moral é um “sistema de julgamento” (valores transcendentes e fixos), a
ética é a sua desarticulação. A oposição dos valores (Bem/Mal) é
substituída, na ética, pela diferença qualitativa dos modos de
existência. A ética seria então a afirmação de um “campo de afecções”,
para lembrar Espinosa/Deleuze, dentro do qual posso deixar agir o meu
“poder de ser afetado” (DELEUZE, 2002, p.33). Nele, não há regras
pré-estabelecidas, mas uma rigorosa escuta das diferenças. Quando não
cuidamos de construir uma estética, é a estética de uma moral (de um
saber sobre um bem e um mal pré-fixados) que se impõe e nos oprime.
Todo
método de ensino, quando não percebido como linguagem, mas como verdade
a caminho de uma verdade final, torna-se uma moral. A moral nada mais é
do que a crença na pureza (vale dizer, na autonomia) de algum valor que
antecede, ou antes, parece impedir a ação de um corpo, ou de um encontro
de corpos. A lógica de uma moral se traduz, em termos semiológicos, na
lógica do enunciado do tipo “2 mais dois igual a 4”. O enunciado camufla
o lugar da ação que se faz sujeito no discurso. Quem foi q disse “2 mais
2 é igual a 4”? O enunciado nos ilude em relação à possibilidade de um
saber autônomo, sem linguagem, um saber que parece significar sozinho.
Mas o enunciado é também uma linguagem, uma linguagem que se disfarça e
oprime aquilo que Barthes chamou de “enunciação” (BARTHES, 1980, p.20).
Através da enunciação, a linguagem assume e expõe perspectivas: declara
o lugar e a energia do corpo que escreve e se inscreve na escritura. A
enunciação não se deixa entender como um instrumento transparente e
neutro. Ela constitui uma “escritura que faz do saber uma festa”.
Trata-se de um “segundo grau da linguagem” (BARTHES, 1977, p.73): um
“escalonamento infinito”, esse “abismo aberto a cada palavra”, essa
“loucura da linguagem”. Barthes compreendia o “abismo da enunciação”
como uma “tática” para desfazer a “arrogância da ciência”, do
“enunciado” da ciência. O enunciado nos solicita a realização de um
dever de casa baseado em um processo de representação – inibidor da
criação – com o qual o estereótipo do professor modela a “essência da
verdade” a ser copiada/imitada pelos alunos (de zero a 10). Com uma
política da enunciação, de modo distinto, o professor pode criar
problemas - e não soluções/respostas de enunciados - para atravessar os
programas canônicos de nossos cursos disciplinares. Não se trata de,
necessariamente, fugir aos programas, mas abrir, por dentro deles,
respiradouros, fissuras, crateras, que possibilitem a criação de linhas
de fuga no desenho aristotélico da obra-aula. Sair da linha, nesse
caso, é possibilitar e demandar a participação das forças coletivas que
processam e fazem acontecer o texto-aula, o texto-pesquisa: o
devir-aula, o devir-pesquisa. Se o dever é a voz única do poder do
enunciado a ser imitado, os devires serão sempre encontros singulares e
plurais que atravessam as escolas:
Devir é jamais
imitar, nem fazer como, nem ajustar-se a um modelo, seja ele de justiça
ou de verdade. Não há um termo de onde se parte, nem um ao qual se chega
ou se deve chegar. Tampouco dois termos que se trocam. A questão “o que
você está se tornando?” é particularmente estúpida. Pois à medida que
alguém se torna, o que ele se torna muda tanto quanto ele próprio...
(DELEUZE ; PARNET, 1998, p.10)
Encontrar-se em devir é entrar em um processo de experiência
para além da imitação, é entregar-se, cuidadosamente, à imanência da
vida que é puro devir. Para tanto é preciso, desaprender o saber já
sabido. Trata-se de uma nova inocência: pesquisar “a alegria dos que não
sabem e descobrem” – para lembrar o Manifesto da Poesia Pau-Brasil de
Oswald de Andrade (ANDRADE, 1990, p. 42).
Não
estou postulando, aqui, uma indisciplina, um relaxamento total diante de
nossos compromissos com a pesquisa ou com as hierarquias acadêmicas. As
hierarquias são necessárias, não para a cristalização de poderes
instituídos, mas para a percepção das diferenças. São essas diferenças
que podem nos estimular, sempre, a produzir novas diferenças. Respeitar
as autoridades de pesquisa não significa obedecê-las, imitá-las, mas,
ousar com elas. Por vezes, ir além delas, desencaminhá-las. O bom
pesquisador, nessa ótica, é aquele que ousa errar a tradição. O que
seria da física se Einstein não tivesse errado Newton? A disciplina
acadêmica, quando vista sob a ética da diferença, requer a metodologia
do surfista, e não a do halterofilista. A meta do halterofilista é se
colocar a serviço de um padrão de corpo (desenho, peso, massa muscular,
etc.) que ele já conhece antes de começar a exercitar seu caminho. A
meta do surfista, de outro modo, não é um fim, mas um meio. O surfista
não se prepara para o que ele já sabe, mas exercita, disciplina o seu
corpo para estar despreparado diante da onda de vida que ele ainda não
viu. O acontecimento do impossível.
Não
é o impossível, próprio da vida, que, em geral, nos demanda os órgãos de
fomento à pesquisa (Capes, CNPq, FAPEMIG, etc.). O que eles nos demandam
é um atestado antecipado de segurança. Um atestado de que, ao fim e ao
cabo, tudo vai dar certo. Sei que precisamos dialogar, minimamente, com
tal lógica teleológica, não em nome de nossas vidas, mas de nossa
necessária sobrevida. Ao mesmo tempo, cá entre nós, devemos, sim,
insistir em reaprender com o canônico poeta que viver é, sim, muito
perigoso, e que pesquisar com vida é correr risco. Travessia, veredas.
Que a Capes não nos ouça, ou melhor, que ela nos ouça, ainda que
baixinho. Quem sabe ela pode começar a nos demandar não apenas um não
sair da linha - seja essa linha de pesquisa, de cronograma ou de
bibliografia atualizada e autorizada – mas também a “ler em direção ao
desconhecido”, como quer Jorge Larrosa lendo Nietzsche. (LARROSA, 2002,
p.13)
A
palavra método (metá e hodós) é derivada do grego.
Hodós significa “caminho”, “via” e, de acordo com o entendimento
tradicional de método, o termo metá é traduzido como “depois”,
“em seguida”. Daí a idéia de método como aquilo que é um “caminho para
um depois”, um “caminho para um fim”. No entanto, metá também
pode ser traduzido como “através de”, no “meio de”, “entre”. Assim, de
modo extraordinário, pode-se compreender método como um “caminho para o
entre”, um “caminho para o através de”, enfim, um caminho para o próprio
caminhar. Assumir a sala de aula e as atividades de pesquisa como
processos de devir é propor um professor que não deseje mais ser
conhecido ou reconhecido como tal. Lembro-me de uma frase famosa de
Deleuze: “escrever é também tornar-se outra coisa que não escritor”
(1977, p.11). Pesquisar também não seria tornar-se outra coisa que não
pesquisador? O que me interessa não é mais o professor-pesquisador
representando o professor-pesquisador. Mas encontrar o lugar onde seu
signo seja percepção inenarrável, algo que não podemos afirmar através
de um tratado lógico. O que busco é um deslizar por entre as ruínas de
um texto alegre. Aquele que firma conosco sua perdição, não sendo digno
de ser explicado, mas convivido, em um pensar sempre outro.
Não mais a lógica do pensar e logo existir. Perceber-se, afetar-se,
comover-se. Estar vivo no corpo-movimento da vida. Com lógica, ou para
além dela. Abraçar-se de mundo como Alberto Caeiro:
O meu olhar é nítido como um
girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança, se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como um malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho
sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
(PESSOA, 1994, p.204-205).
ANDRADE, Oswald de. A
utopia antropofágica. São
Paulo: Globo, 1990.
ARISTÓTELES. Poética. São Paulo: Nova Cultural, 1987 (Os
pensadores).
BARTHES, Roland. Roland Barthes por Roland Barthes.
São Paulo: Cultrix, 1977.
________________. “Da obra texto”. In : O Rumor da língua. São
Paulo: Brasiliense, 1984.
________________. Como viver junto: simulações romanescas de alguns
espaços cotidianos: cursos e seminários no Collège de France,
1976/1977. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
________________. Aula. São Paulo: Cultrix, 1980.
DELEUZE, Gilles. Nietzsche.
Lisboa: Edições 70,
1994.
_______________. “Literatura e vida”. In : Crítica e clínica. São
Paulo: 1977, Ed. 34.
_______________. Espinosa: filosofia prática. São Paulo: Escuta,
2002.
_______________, PARNET, Claire. Diálogos. São Paulo: Editora
Escuta, 1998.
LARROSA, Jorge. Nietzsche e a educação. Belo Horizonte:
Autêntica, 2002.
PESSOA, Fernando. Obra Poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,
1994.
* Este ensaio
foi escrito, originalmente, para a revista impressa
Verbo de Minas, publicação semestral do Programa de Mestrado em
Letras
do Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora.
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